“Feminismo não nos une; nos separa. Sou igualista, não feminista.”


Fonte:   https://ocontraditorio.com/ladodireitodaequidade/igualistas/betsy-cairo/feminismo-separa-igualista-feminista/  

— Dra. Betsy Cairo, Universidade do Colorado, 2016.

Sou mulher cis. Prefiro o pronomes ela. Mas não sou feminista.

O termo feminismo veio da palavra feminsime, cunhada pelo socialista Charles Fourier. Foi usado pela primeira vez em inglês em 1890. Isso foi há muito tempo atrás…

A palavra feminista contribui para o binário. Centra-se tão claramente sobre as diferenças entre homens e mulheres que não nos une. Na verdade, ela nos separa. Ele faz isso com foco em diferenças. Quando todos nós concentrar em diferenças, não somos capazes de ver semelhanças. Por isso, é difícil vir para o meio termo. A palavra feminista não é só específica ao gênero; ela é polarizadora.

As mulheres merecem pagamento igual para trabalho igual, nem mais, nem menos. Mas isso é realmente sobre uma questão de gênero ou é sobre igualdade de tratamento? Todos devem ser tratados de forma igual. Se a igualdade é o que buscamos, então igualdade é a palavra que devemos usar. Lembra do movimento por igualdade no casamento? Não é pelo casamento gay. É pela igualdade no casamento. Uma palavra, um conceito. Equilibramos.

Se pararmos de usar a palavra ‘feminista’, não significa que desvalorizamos as mulheres. Não significa que pensamos que o movimento feminista não tem valor. Significa que abraçaríamos um novo conceito. Uma palavra que abraça todas as pessoas em todas as suas lutas. Ela nos permite classificar o conceito de discriminação com uma palavra. O que é essa palavra?

Igualista.

Sim, é isso aí. Igualista. Não é binário, é neutro ao gênero e é bastante claro sobre o que almeja. É por isso que eu sou igualista.

— Betsy Cairo, “Gender Neutral Language and the Word Feminism”, Huffington Post, 18.05.2016. http://www.huffingtonpost.com/betsy-cairo/gender-neutral-language-a_b_9997322.html