“Mais homens que mulheres morrem em todas idades. Mas sua saúde recebe menos amparo público.”


Fonte:   https://7uvw.xyz/ladodireitodaequidade/uncategorized/brasil-noticias/homens-mulheres-morrem-idades-saude-recebe-amparo-publico/  

– Dr. Ricardo M. R. Meirelles (PUC-RJ) e Dr. Alexandre Hohl (UFSC), ambos Presidentes da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).

Notícias: “Mais homens que mulheres morrem em todas idades. Mas sua saúde recebe menos amparo público.”“Embora a saúde da mulher, nas suas especificidades, tenha sido objeto de atenção desde os anos 70 do século XX, ações mais abrangentes em relação à saúde masculina, além dos cuidados com a próstata e o câncer de testículo, só se tornaram mais consistentes no século XXI. Isso apesar de as evidências mostrarem que os homens morrem mais do que as mulheres em todas as faixas etárias, inclusive antes do nascimento, pois a maioria dos abortos espontâneos de fetos sem malformações é do sexo masculino (1). Na própria história da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, observa-se que o Depto de Endocrinologia Feminina foi criado anos antes de se anexar a ele a Andrologia. A testosterona injetável só surgiu no mercado em 1954 (2), cerca de 20 anos após a indústria farmacêutica ter produzido o benzoato de estradiol parenteral e 12 anos depois dos comprimidos de estrogênios conjugados (3). Só recentemente surgiram trabalhos científicos com metodologia confiável que demonstraram que a deficiência de testosterona, além da reconhecida influência na diminuição de libido, também se associa à síndrome metabólica, com suas consequências cardiovasculares, e que a recuperação de níveis fisiológicos desse hormônio é capaz de melhorar a insuficiência cardíaca (4) e os sintomas anginosos (5).”

– Ricardo M. R. Meirelles e Alexandre Hohl, “Saúde masculina: tão negligenciada, principalmente pelos homens”, Arq Bras Endocrinol Metab, vol.53 no.8 São Paulo Nov. 2009. http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-27302009000800001