“Para Marcuse o feminismo tonaria a sociedade mais sensível. Ele defendia a androginia.”


Fonte:   http://bit.ly/2fKetNI  

– Dr. Arnold Farr, Depto de Filosofia, Universidade de Kentucky, EUA, 2016.

“A busca de Marcuse por uma forma de subjetividade radical que pudesse servir de impulso para a revolução ou para a transformação social conduziu-o a um caminho que não foi percorrido pelos seus colegas da Escola de Frankfurt. Uma das críticas de Marcuse é que ele cedeu ao pessimismo e desistiu Sobre a classe operária como sujeito revolucionário. Para Marcuse, devemos olhar para “o substrato dos excluídos e forasteiros, etc”, para qualquer mudança social (MacIntyre 1970: 87).

Um dos movimentos sociais a que se dirige é o movimento feminista. Em 7 de março de 1974 Marcuse deu um artigo na Universidade de Stanford intitulado “Marxismo e Feminismo”. Nela ele afirma:

‘Acredito que o movimento de libertação das mulheres hoje é, talvez o movimento político mais importante e potencialmente mais radical que temos.’ (Marcuse 2005: 165)

Para Marcuse, o movimento de libertação das mulheres era importante não só para a libertação das mulheres, mas também para a libertação de todos os povos oprimidos em nossa sociedade. Sua esperança era que a luta pela libertação das mulheres criaria um novo tipo de princípio de desempenho e ajudaria no cultivo de uma nova sensibilidade. Em resumo, certas qualidades femininas substituiriam qualidades brutas, violentas e masculinas. Marcuse realmente defendia uma forma de androginia.”


“Marcuse’s search for a form radical subjectivity that could serve as an impetus for revolution or social transformation led him down a path not traveled by his Frankfurt School colleagues. Indeed, one of the criticisms of Marcuse is that he gave in to pessimism and gave up on the working class as revolutionary subject. For Marcuse, we must look to “the substratum of the outcasts and outsiders, etc,” for any social change (MacIntyre 1970: 87).

One of the social movements that Marcuse turns to is the feminist movement. On March 7, 1974 Marcuse gave a paper at Stanford University entitled, “Marxism and Feminism”. In it he states:

‘I believe the women’s liberation movement today is, perhaps the most important and potentially the most radical political movement that we have.’ (Marcuse 2005: 165)

For Marcuse, the women’s liberation movement was important not only for the liberation of women, but also for the liberation of all oppressed people in our society. His hope was that the struggle for the liberation of women would create a new type of performance principle and aid in the cultivation of a new sensibility. In short, certain feminine qualities would replace brutish, violent, masculine qualities. Marcuse actually advocated a form of androgyny.”

– Arnold Farr, “Herbert Marcuse”, Stanford Encyclopedia of Philosophy, 18.12.2013. http://stanford.io/2f9kjtT

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